11 de agosto de 2010

Eletrolipólise

A eletrolipólise também chamada de eletrolipoforese é uma técnica destinada ao tratamento das adiposidades e acúmulo de ácidos graxos localizados. Caracteriza-se pela aplicação de microcorrente específica de baixa freqüência (ao redor de 25 Hz) que atua diretamente a nível dos adipócitos e dos lipídios acumulados produzindo sua destruição e favorecendo sua posterior eliminação.

Os principais efeitos fisiológicos proporcionados pela eletrolipólise são:
1) Efeito Joule: a corrente elétrica produz calor que não atinge tecidos orgânicos, visto que se trata de uma corrente com uma intensidade muito pequena, porém suficiente para contribuir para instalação de uma vasodilatação com aumento de fluxo sangüíneo local. Desta forma é estimulado o metabolismo celular local, facilitando a queima de calorias e melhorando o trofismo celular.

2) Efeito eletrolítico: o campo elétrico gerado por esta corrente, induz o movimento iônico que traz consigo modificações na polaridade da membrana celular. A célula tende a manter seu potencial elétrico de membrana normal, e essa atividade consome energia a nível celular.

3) Efeito de estímulo circulatório: o ligeiro aumento de temperatura que se instala no local (efeito Joule) contribui em parte para a instauração de uma vasodilatação, promovendo uma ativação da microcirculação.

Indicações:

A principal indicação da eletrolipólise está no tratamento da gordura localizada e celulite. Há também indicação pós lipoaspiração, como complemento da cirurgia.

Contra-indicações:
Não existe nenhuma região do corpo onde o método está contra- indicado, sempre e quando a indicação seja correta. Algumas contra-indicações da eletrolipoforese:
• Transtornos cardíacos (alteração do rítmo e da condução; insuficiência cardíaca) e portadores de marca-passo e cardiopatias congestivas;
• Pinos ou placas no corpo, em áreas onde a corrente elétrica será aplicada;
• Gravidez em qualquer idade gestacional;
• Paciente renais crônicos (insuficiência renal)
• Trombose venosa profunda ou estado venoso catastrófico.
• Patologias ginecológicas, tipo fibroma uterino;
• Utilização de medicamentos, como corticosteróides, e anticoagulantes ;
• Progesterona;
• Neoplasias;
• Alterações dermatológicas (Dermatites, dermatoses, feridas, inflamações, eczemas, etc.)
• Epilepsia

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